Prof. Ms. Marlon Oliveira
"Tudo que chega, chega sempre por uma razão" (Fernando Pessoa)
Vivemos atualmente em um mundo marcado pela velocidade da circulação de informações, e o poder de atração das novas tecnologias ditam o ritmo das relações humanas. Weber em seus escritos enfatizou que o século XIX foi um tempo de "reencanto". Tenho observado nas várias situações que ocorrem no cotidiano que as relações humanas estão cada vez mais fragmentadas, esfaceladas, pelos ditames impostos, a partir, de novas representações, sejam do imaginário, sejam da razão.
Seriam estas as características desta dita pós modernidade? Será que é necessário ocorrer o esfacelamento das relações humanas para que vivamos um tempo diferenciado? Será que neste bojo, os valores devem ser de fato invertidos? Estas indagações nos remetem a reflexão do sentido do "SER", que somos, e que queremos formar neste contexto da pós modernidade. A missão do magistério requer antes de tudo um encorajamento para o enfrentamento das novas situações inerentes as relações humanas.
A prática pedagógica, é o ponto de baliza para que possamos estabelecer um processo, onde o crescimento do outro está atrelado ao nosso. A oportunidade de ser professor nos insere no universo do outro, do desconhecido que pode tornar-se conhecido. Não é possível aceitarmos de braços cruzados a falência de um dom tão proativo e necessário, o dom de ensinar.
Os desafios estão postos, o caminho é áspero, as dificuldades são tortuosas, porém as coisas só chegam, por que sempre haverá uma razão para que elas possam chegar. Ser professor é um dom que demos nutrir, fortalecer e nos orgulhar.
Referências:
MOREIRA, Antônio Flávio; CANDAU, Vera Maria. (Orgs). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. Petrópolis: Vozes, 2013.
SAVIANI, Demerval, História das ideias pedagógicas no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2011.





